quinta-feira, 31 de março de 2011

MODA E CINEMA: Lembranças à Elizabeth Taylor


Consagrada como uma Diva de Hollywood, Liz Taylor como era chamada pelos íntimos, veio a falecer nos últimos dias do mês de março do ano corrente. Dona de um belíssimo par de olhos azul-violeta, surgiu na famosa época chamada sétima arte – quando não havia televisões e o cinema reinava absoluto. É através dessa relação que relembramos os momentos magníficos desta atriz e a importância do cinema na moda.

Não é de hoje que a relação cinema e moda acontece, nas décadas de 30, 40 e 50 do século xx o cinema vigorava unânime e trazia além de historias românticas, o brilho e glamour da moda e dos novos comportamentos que assim surgiam nas grandes cidades – os figurinos eram copiados, assim como os gestos, a maneira de fumar, de andar dos atores. Na fase áurea dos musicais de Hollywood, tempo das Love Stories, o cinema foi o ditador da moda mundial. Ele fazia parte da vida das pessoas assim como a televisão se faz hoje e a curiosidade por saber da vida de atores e atrizes era saciada através de revistas que traziam tudo sobre a vida destes artistas assim como o modelo e tecidos semelhantes usados nas peças de sua estrela preferida.

O inicio do cinema foi marcado especialmente por um comportamento particular das mulheres destas épocas: o famoso sex-appeal. Não era assim tão fácil ser uma estrela, ao mesmo tempo em que precisavam passar o “ar” de boa moça tinham de esbanjar sensualidade. Um exemplo clássico que podemos citar foi o suéter usado por Lana Turner no filme They Won't Forget, uma peça discreta e que ao mesmo tempo tinha um decote enorme. Seu efeito foi tão avassalador que Lana entrou para a história do cinema como a garota do suéter, o que logo resultou nos famosos concursos de “Miss Sueter” dos Estados Unidos. Outro exemplo entre tantos, foi Brigitte Bardot, um símbolo que se transformou em fenômeno social, pois tudo que a atriz fazia e vestia virava moda.

Elizabeth Taylor começou no cinema quando criança, teve seu primeiro sucesso em National Velvet, logo ganha o primeiro Oscar com Butterfield 8 e o segundo com Quem tem medo de Virginia Wolff, em 1967. Dona de uma vida conturbada, mas cheia de filmes ricos em enredos e figurinos, Elizabeth foi a pioneira das atrizes mais bem paga por filme (recebeu em Cleopatra um cachê de um milhão de dólares) e pelas suas ações filantrópicas, foi casada 8 vezes, foi a rainha do cinema e das jóias – em cada aparição desfilava uma peça mais bela e ousada que a outra. No primeiro Oscar usou lindos brincos de diamantes e pérolas em platina, já no segundo surgia avassaladora com um conjunto de esmeraldas (Bvulgari), acabou ficando marca registrada da estrela, seu gosto pelas jóias: publicou-se um livro com imagens e histórias das jóias da atriz, um leilão de uma parte delas e a criação de uma marca própria – House of Taylor.

Lembrando as palavras de Edith Head (uma das maiores figurinistas da história de Hollywood): “A moda é uma linguagem. Alguns sabem aprendê-la, outros jamais conseguirão mexer com ela”. Uso-me destas palavras para colocar que a moda lançada por atores e atrizes nem sempre foi fruto do acaso ou de idéias geniais, mas sim, sinônimos de modismos. Foi Edith Head quem desenhou o vestido em saia de tule e tomara-que-caia usado por Taylor no filme Um lugar ao sol. Acima de tudo, além de figurinos, formas ousadas e gestos fabulosos, há e havia algo que somente as estrelas possuem, e se deve à força de sua imagem. Como disse o escritor Joca Reiners Terron, sobre Elizabeth Taylor: “Apesar de ser uma mulher belíssima, ela nunca encarnou o papel de ‘namoradinha de Hollywood’. Pelo contrário, tinha a força de uma heroína no cinema e fora do set era uma mulher muito inteligente, uma negociadora implacável de contratos - isso também fez de Liz Taylor a encarnação da estrela de Hollywood; um misto de beleza, talento e sagacidade”.


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Tamanhos GG

Posto hoje algumas dicas interessantes vistas aqui
Mulheres que vestem tamanho GG tanto podem como devem buscar seu estilo, entender seu corpo e vestir o que lhes faz senti bem!

Algumas técnicas e biotipos que podem combinar com o seu. Conheça seu corpo e valorize seus pontos fortes.




Mulher Maçã

A mulher com esse biótipo tem braços e pernas finos e uma grande concentração de gordura no abdôme, sem muita cintura, com busto mais avantajado.

Evite:
- Calças skinny
- Estampas grandes e muito coloridas
- Blusas com tecidos grossos ou volumosos
- Golas duplas ou volumosas
- Roupas muito justas ou muito largas
- Babados em geral
- Bolsas muito grandes

Abuse:
- Blusas trespassadas para dar aquela segurada nos peitos
- Calças de corte reto
- Sapatos e calça da mesma cor, para alongar a silhueta
- Peças de cima e embaixo de tons iguais ou bem semelhantes, também para alongar
- Saias mais soltas e esvoaçantes, mas sem muito volume
- Tecidos leves

Mulher Pêra

A cintura é definida e a gordura se concentra nos quadris, bumbum e coxas, com pouco busto.

Evite:
- Calças skinny
- Saia godê ou pregueada, com muito volume
- Tecidos muito grossos ou armados
- Tops muito justos
- Saia curta
- Estampa na parte inferior

Abuse:
- Cintos e faixas para definir a cintura (só não aperte muito para a parte de baixo não parecer maior ainda)
- Blusas de corte reto e mais compridas
- Colares e brincos grandes, para atrair a atenção para o topo do corpo
- Decotes (mas não muito grandes, para não ficar vulgar)

Mulher Uva

Possui mais volume no busto, ombro e costas, e mais fina na parte de baixo, sem muito quadril e bumbum.

Evite:
- Volume na parte superior, com babados ou rendas
- Blusas fechadas até o pescoço
- Jaquetas com corte quadrado
- Estampas grandes na parte superior

Abuse:
- Decote em formato V
- Jaquetas acinturadas
- Saias em formato A, volume liberado
- Calças com boca de sino discreto
- Sapatos estilizados à vontade.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

PREVIEW OUTONO-INVERNO 2011

A próxima temporada traz uma vasta harmonia de tendências.

Engloba couros decorativos,  bordados inspirados na tapeçaria, clássicos conjuntos de lã, peles animalescas e jérseis fluídos.  Looks casuais aparecem como maioria, formados por inúmeras camadas de tipos de tecidos em diferentes materiais.
Influenciadas  pelos conjuntos usados na II Guerra Mundial as saias aparecem fortes nas coleções deste inverno, assim como os casacos de abotoamento duplo marcados na cintura – com ou sem cintos. Ombros exagerados e “Golas-Xale” também estão com tudo. É o rigor e a elegância dos anos 40 que ressurgem no ar.
Tecidos em lã pesada, peles caídas e armaduras tricotadas, relembram os looks medievais – deixando até a região dos seios estruturados. Já a predominância do couro, em tons neutros e clássicos,  valorizam os cintos em modelos tradicionais e sofisticados.

A década de 70 é a verdadeira inspiração desta estação. Traz musas como
Faye Dunaway e Jane Fonda , onde muitas marcas se entregam  a um estilo liberto reagindo de acordo com as marcas do momento.
Para o segmento masculino, aparece um novo look casual – a mistura de elementos utilitários se misturam a alfaiataria. A mistura do casual versus formal ficou com os tricôs que substituem as camisas, deixando de lado o tradicional “terno e gravata”.

  

  

  

  

  

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O que ainda inspira - Fashion Rio 2011



Em eventos de moda (mas não apenas) as pessoas se inspiram e vestem o que são?
E o que ainda inspira das modas de rua. Acho tudo tão igual, tão copiado, tão pronto e tão cansativo.
Inspire-no semanas de moda.
No momento, um clássico repaginado. Com muito bom gosto!

Logo mais as inspirações que se pode absorver do Fashion Rio!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Afinal... Peça sozinha não faz Verão!

Primeira Coleção da La Polliè tem preços ótimos, muitos detalhes,
peças lindas e de qualidade
Confira Aqui


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Criações - Verão 2011

Iniciando uma nova etapa da minha carreira começo a colocar no mercado as primeiras de muitas peças.
A idéia desta primeira mini-coleção é vender blusas básicas com algum detalhe que a diferencie, ou seja, possibilita-se o uso da peça com ou sem detalhe.

Abaixo os primeiros modelos! Apreciem sem moderação!

Contatos para venda:
poly.appel@gmail.com
(51) 9961.5249

Valor: 35,00

Valor: 35,00

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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Projetando um design pela simplicidade

“Ser excelente, inovador, quase artístico e, ainda assim, conseguir manter a simplicidade”.
Ronaldo Duschenes
É característica inerente a todo ser humano, a procura por soluções a tudo o que o desafie e provoque. Seja por necessidade extrema ou vontade simplória, nosso instinto criativo e evolutivo tende a fazer com que mergulhemos nos problemas que se apresentam e busquemos solucioná-los com eficácia e com a maior simplicidade possível. E é neste processo de solução de problemas (que surgem, quase sempre, sem nosso estímulo) que está a gênese da criatividade. Ao nos depararmos com uma nova dificuldade, passamos a reunir todas as informações possíveis acerca desta, para, em seguida, partirmos para as possibilidades de solução. As idéias surgem e tendem a se combinar de maneira satisfatória – e esta se dará independentemente da necessidade ou vontade de ser criativo.
Segundo alguns autores a “criatividade é a geração de novas idéias, ou novas formas de olhar os fatos, ou mesmo a identificação de novas oportunidades, algumas vezes através da exploração de novas tecnologias, outras vezes por mudanças sociais ocorridas no mercado”. Em geral, pode-se dizer que a criatividade é resultado de arranjos de idéias e conceitos já existentes formando novas táticas ou estruturas que resolvam um problema de forma incomum, ou obtenham novos resultados de valor para um indivíduo ou uma sociedade. Criatividade pode também fazer aparecer resultados de valor estético ou perceptual que tenham como característica principal uma distinção forte em relação às ‘idéias convencionais’.
Outro fator interessante que podemos ressaltar é a relação direta do processo de criar com a solução de problemas. A criatividade só é possível, só se manifesta, ante um problema de fato, como recurso para uma dificuldade de fato. Pode-se afirmar, então, que a criatividade não existe sem a existência de um problema referencial. Em geral, a criatividade emana de um problema – se não, excepcionalmente, vai de encontro a ele. Não obstante, a criatividade sempre é elemento ativo de um problema. E, como aprofundaremos adiante, assim como no design, nas atividades gerais procuramos resolver as dificuldades (sejam as mais prosaicas ou as mais significantes) da maneira mais simples e eficiente possível. E esta simplicidade não significa baixa qualidade – muito antes pelo contrário: ela traduz a eficiência na solução de um problema. E no design isto se resume pelo predicado elementar do “mais é menos”.   
Desta forma, independentemente de sua assiduidade e intensidade, a criatividade tem de estar presente nos diversos estágios dos projetos de design – ainda que este projeto consista tão somente em uma readaptação. Destarte, está claro que a criatividade é essencial. Todavia, é somente o primeiro passo para a inovação. Essa inovação supracitada, surge de problemas inesperados, de situações não planejadas. Bem como nos atos de criações da natureza, o casual é um componente infalível e que acrescenta no processo de criação do design. Um fato ao acaso pode nos possibilitar uma nova análise acerca de um problema. E é a partir de tal premissa que o designer se desenvolve. 
Se a criatividade e, por conseguinte, o design são concebidos à luz das necessidades, a inovação é um fator de importância irrefutável nestes processos de inovação. É a partir da inovação que se transformam idéias incipientes em práticas usuais e atrativas aos usuários e consumidores de um produto. Ao vislumbrar-se a criatividade como parte integrante do problema, ela recebe importância de solução. Há, ainda, que mencionar uma das premissas do Design: desafiar e resolver problemas de forma eficaz. Fica fácil, portanto, compreender o alinhamento de criatividade e design, no intento da melhor e mais simples solução.
A maior parte dos estudiosos em criatividade acredita na existência de três faculdades centrais na caracterização do indivíduo criativo: a fluidez, a flexibilidade e a originalidade do pensamento. E estas características são, portanto, aplicáveis ao design. E não seria diferente, uma vez que estes predicados sintetizam bem aquilo que compete um designer.
Através dessa relação, sobre criatividade e design, chegamos aos conceitos e regras de teorias que depõem que na criação de produtos com designes elaborados, primeiramente projeta-se com o intuito de gerar facilidades ao consumidor – isto, claro, sem deixar de considerar a questão da estética. Na realidade, por meio dessas principais características inerentes aos projetos, sugere-se também que um produto com design diferenciado não é, necessariamente, um produto “enfeitado”. É, sim, o resultado de idéias grandiosas que surgem sem que se perca a naturalidade e a simplicidade. Enfim, a união de técnicas e características do design em nome do bom gosto.
Se nos referirmos ao conceito design através do ato de criação, podemos dizer que através desse processo gera-se a inovação. E em seguida se falarmos do design como produto final, constitui-se em uma boa idéia associada a uma necessidade transformada em obra ou ainda serviço efetivo. Dentro desse parâmetro é interessante englobar nesse processo o fato da simplicidade visual no conceito de design de um produto. Assim como diz Terence Conran (1985) apud Baxter: “Eu acredito que as coisas simples são melhores que aquelas vistosas e complicadas, porque elas são mais agradáveis”.
 Os desafios de se utilizar a criatividade com simplicidade no design apresentam-se a todo o momento. Com esta produção, aclaramos idéias e teorias de conceituados estudiosos que apontaram suas considerações neste sentido. Acompanhando tais pensamentos, entendemos que a referência conceitual do design por meio do processo de criação constitui-se no preâmbulo das inovações. E tendo ainda o produto final como resultado deste procedimento, faz-se imprescindível que se considere o visual simplificado no design do mesmo.
Enfim, está mais que elucidada a importância do design e das características que o acompanham. O design é trabalhado e aprofundado no sentido da facilitação na utilização dos produtos – sem jamais ignorar o valor das questões estéticas. A simplicidade, portanto, é percebida no mercado como uma qualidade importante, seja na comunicação de marcas, seja no design de produtos. 

terça-feira, 14 de setembro de 2010

ARTIGO -

Moda Conceitual versus Moda Popular

TEXTO DE POLYANNA PARA REVISTA ONLINE SANTAFASHION 
www.santafashion.com

A moda tem importante papel na sociedade contemporânea, visto que observamos o crescente espaço dado a ela em todos os setores que interferem na vida da população. Direcionado à cultura popular, já que moda conquista cada vez mais novos espaços, natural que ela comece a obter seu devido papel neste meio.
Se pensarmos que cada um de nós forma um personagem social através das nossas ações na sociedade, pode-se chegar ao pensamento de que, conforme Garcia (2005:85), “a moda sobrevive exatamente quando passa do singular ao plural. Afinal, é erigindo e difundindo essas teias de significações que o ser humano define sua experiência e marca sua presença no mundo”.
Neste âmbito, se a moda pode ser singular, mas sobrevive do plural, peculiarmente o papel de sua imagem é cada vez mais dominado pela mídia e suas constantes informações passadas ao meio cultural. Pois, é a partir dela que se criam desejos de consumo e estilos de vida a serem seguidos. Não raro, alguns sociólogos defendem que o homem moderno criou maneiras de comunicar-se com referências a si e a seu entorno. Buscando aí a representação da vida, utilizou-se da imaginação e da fantasia para montar um “teatro real”, do qual ele pudesse instintivamente fazer parte.
Idealiza-se a partir das diversas maneiras de comunicar a moda uma tentativa de possibilitar o mesmo magnetismo das propostas que surgem, primeiramente, do conceitual, ou seja, que mostram os desfiles de moda. Pois, assim, como fator social, a moda vem transitando entre as demais escolhas da sociedade contemporânea e criando modos de vestir que quebram barreiras econômicas, preconceitos. Enfim, constitui-se como uma moda a ser usada por todos.
Nesse paralelo que se deseja fazer entre a moda conceitual e a popular, é necessário reforçar alguns pontos importantes. Sabe-se que as tendências de moda hoje surgem de todos os lugares: assim como podem emanar de desfiles internacionais, elas também – aliás, de forma cada vez mais recorrente – saem das ruas e conquistam todas as classes. Entretanto, essa moda que sai da rua precisa ser incorporada por uma classe dominante para que, então, ela conquiste os “olhos” da massa.
Mais uma vez comportamento encontra-se diretamente ligado à moda e, se existe a necessidade de imitação para que exista a moda, devemos ressaltar de que formas ela ocorre. É necessário entender de onde emanam os conhecimentos de moda da classe popular, ou ainda, como podemos concluir que não existe apenas imitação, mas sim uma passagem da moda que surge na classe alta, ou ainda, nas diversas representações de moda, e que então seja adequada ao meio popular.
É através da vontade de distinção, que cresce a vontade de consumir. Conforme Pierre Bourdieu, “a constante e renovada ‘necessidade’ de consumo vem, de algum modo, suprir essa vontade de distinção, uma vez que ela já não se encontra incorporada”. Assim, criam-se novos canais de expansão da moda – e a possibilidade de fazer com que todos encontrem o seu “modo de vestir”, ou ainda, seu estilo de vida.
Naturalmente, a disseminação da moda àqueles que não se encontram diretamente ligados aos seus movimentos dá-se através de fontes como revistas, programas de TV que trabalham com moda e estilo, novelas, jornais; enfim, atualmente temos acesso à moda de maneira abrangente e bastante sedutora.
Tendências de moda muitas vezes aparecem diretamente, lançadas nas novelas – direcionadas, certamente, àquele publico de massa, que é seu expectador. Por essas evidências, mais do que criar desejos de consumo, a mídia, através de seus fenômenos televisivos, apresenta o que almejamos ter, ser, enfim, o que sonhamos viver.
Assim, “a indústria, tendo em vista aspectos econômicos, utiliza os meios de comunicação, para divulgar a moda e torná-la algo indispensável para viver em nossa sociedade”. Logo, a cultura popular retoma essa moda e passa a coabitar seus trejeitos e estilos de acordo com a sua cultura de vida. Claro que em tudo isso existe a divergência entre imitação e distinção. Entretanto, não podemos simplificar a moda popular apenas a isto, de modo que os indivíduos usam-na de acordo com as suas “bagagens antropológicas”, ou seja, seus modos de vida.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

A MODA DE NOVELA QUE INFLUÊNCIA O FIGURINO DA VIDA REAL

“O figurino, mesmo quando ainda incipiente, teria se 
presentificado desde que o homem se admitiu como
personagem - ele se ornamentava de acordo com 
as personificações, caracterizações e status 
que pretendia assumir”
(LEITE & GUERRA, 2002: p.13). 

        Com crescente aumento de seu papel na sociedade contemporânea, a moda, diferente das vestimentas, é um fenômeno social que provém da modernidade, do desenvolvimento urbano e da popularização dos bens materiais. A partir desta significativa, observa-se o crescente espaço dado a ela em todos os setores que interferem no meio de vida de cada população – a moda de novela, por exemplo, tornou-se um meio de disseminação de tendências, estilo e comportamento.
Se moda pode ser singular, no entanto, sobrevive do plural. Peculiarmente, o papel de sua imagem é cada vez mais dominado pela mídia e por suas constantes informações passadas ao meio cultural; afinal, é a partir da moda, também, que se criam desejos de consumo e estilos de vida a serem seguidos. Conforme alguns sociólogos, o homem moderno criou maneiras de comunicar-se com referências a si e àquilo que o cerca. E, através da busca pela representação da vida, utilizou-se da imaginação e da fantasia para montar um “teatro real”, do qual ele pudesse instintivamente fazer parte.
            A representação da moda ganhou força e não mais é tida como pertencente às classes dominantes. Hoje, ela está presente em todas as camadas sociais – mesmo que para cada uma delas o fenômeno “moda” aconteça de maneira diferente. Neste sentido, tem-se a moda das novelas e seus respectivos figurinos como formas de disseminação para as classes médias e populares, obtendo um alcance muito maior se comparados aos desfiles de moda. Conforme o estilista brasileiro Herchcovitch, “a novela é a grande revista de moda das camadas populares”.
            O poder que os figurinos da televisão brasileira, na maioria das vezes provindos da emissora GLOBO, representam para a maioria da população é bastante considerável, uma vez que contradizem a ideia muito arraigada de que os look’s vistos em novelas são poucos criativos. Ao contrário, atualmente podemos ver e comprovar que os figurinos têm, sim, melhorado a maneira do brasileiro se vestir, como também, pode-se observar a inclusão de profissionais da moda em tramas de novelas (TI-TI-TI e PASSIONE) como forma de alocar o público/espectador neste meio.
            Estamos acostumados a pensar que a moda foi criada para ser usufruída apenas pelas classes dominantes, abastadas e de cultura “elevada”; entretanto, a atual conjuntura nos permite perceber a moda como um fenômeno vivido e utilizado por todas as classes sociais. Por fim, a moda se tornou parte e influenciável na vida de cada indivíduo: nada mais natural que a novela em nossos cotidianos - reflexo da sociedade brasileira, acabe por divulgar a moda brasileira e apresentar um figurino com vida real.  

quarta-feira, 28 de julho de 2010

EDITORIAL BLUEGIRL


Meio vintage, meio pin-up, mas cheio de cores modernas!
Muito "candy girl". Lindo!!





terça-feira, 27 de julho de 2010

Tendências - Trabalho WS MAGAZINE


A moda anda abusando de seu perfume retrô há bons tempos. Arrecada detalhes daqui, recortes dali, cinturas marcadas acolá e assim vai...

Um espirito fashion com ares etéreos carrega as tendências para o verão 2011. Transparências, referências masculinas misturadas ao estilo romântico, cores neutras, mistura de cores e muita criatividade!

A sensualidade também mudou de cor, os power dresses saem de cena para dar lugar ao estilo lady like -  transcendendo muito mais elegância e refinamento. Por outro lado, o movimento dos anos 1980 ainda é muito forte, predominando nas cores e seus contrastes, nos ombros marcados que continuam e no estilo sportwear que invade os guarda roupas femininos e a temporada.

Por ser a estação mais quente do ano já vem embutidas as usuais cores claras e o desejo por tecidos leves e fluidos. Essa é a cara do verão 2011, cheio de detalhes e, ao mesmo tempo, fluido e leve, coberto de sensualidade mas com toda a elegância que a mulher contemporânea tem direito.

Vamos conferir as delícias que o verão nos guarda! 

  • TUDO AZUL... 



  • URBAN CHIC: 



  • TÔ NUDE!



  • RENDAS E TRANSPARÊNCIAS:





  • HOT PANTS:



  •  INSPIRAÇÕES MASCULINAS:




  •  ESTAMPARIA:





  •  DETALHES QUE VALEM A PENA:




  • DECOTE OMBRO SÓ: